Abissínio ( Abyssinian )



A Inglaterra é considerada o berço da raça, tendo esta resultado do cruzamento entre exemplares trazidos inicialmente da Etiópia em 1868 por soldados Britânicos, com outros gatos Ingleses vermelhos, prata e tigrados. Alguns apreciadores da raça sublinham que é provável que os Romanos tenham importado gatos do Egito para a Grã-Bretanha, tendo sido provavelmente ai, que o gene responsável pelo seu "aspecto egípcio" tenha sido introduzido na população felina local. Esta raça foi oficialmente reconhecida em 1882 na Inglaterra.


Ele é considerado o Puma miniatura do reino dos gatos de estimação. Não é difícil imaginar o porquê. Repare na foto maior. O corpo com musculatura bem definida, a pelagem curta e, sobretudo, a cor (chamada de ruddy, a mais comum dessa raça) e a peculiar marcação batizada de ticking, caracterizada pelo efeito pontilhado gerado pelos fios que mesclam faixas em tons claros e escuros, o tornam realmente semelhante ao grande felino selvagem. "O Puma tem exatamente essa coloração e essa marcação", comenta a criadora Márcia Rizzi, do gatil Sathya, de São Paulo. O Abissínio não só está entre os poucos gatos domésticos com padrão ticking de pelagem como é o único que o combina com outras características físicas que remetem ao Puma. O visual ímpar lhe é vantajoso. "Raças de pêlo curto muitas vezes não são devidamente valorizadas por serem associadas a gatos vira-latas, mas o Abissínio escapa desse estigma", observa o criador Ricardo Ferreira, do gatil Abcoon, do Rio de Janeiro. "É impossível ver um Abissínio e confundi-lo com um gato sem raça definida", concorda Márcia. A origem da sua especial aparência não é certa. Acredita-se que a raça tenha se desenvolvido naturalmente em regiões da costa do Oceano Índico e em partes do Sudeste da Ásia. Sua semelhança com felinos desenhados em templos de Núbia, no Egito, e com exemplares mumificados encontrados em tumbas datadas de 2.000 a.C. levam a crer que ela descenda dos gatos sagrados do antigo Egito, do qual a Abissínia era próxima. Seja como for, o Abissínio como conhecemos hoje foi aprimorado na Grã-Bretanha. Teria sido levado para lá por soldados ingleses que retornavam da Guerra da Abissínia, ocorrida de 1867 a 1868. No início do século 20, exemplares da raça foram exportados para os Estados Unidos, dando início à criação oficial fora do domínio britânico. No Brasil, embora não haja registros precisos, tudo indica que a chegada da raça data da segunda metade dos anos 70. "Em 1979, ganhei um casal de exemplares já adultos de um rapaz que os trouxe dos Estados Unidos", conta a ex-criadora Anne Marie Gasnier, fundadora da primeira entidade nacional do segmento, o Clube Brasileiro do Gato, inaugurado em 1972. "Antes disso, não havia notícia da existência do Abissínio no País", assegura.

Apesar de não estar entre os gatos mais criados do mundo, o Abissínio garantiu seu espaço nas gatofilias mais avançadas. Na Grã-Bretanha, segundo os dados da Governing Council of the Cat Fancy (GCCF), principal entidade britânica do segmento, a raça se mantém há vários anos entre as 15 que mais registram filhotes anualmente. Nos Estados Unidos, sua popularidade é ainda mais significativa. No maior órgão gatófilo norte-americano, a Cat Fanciers' Association (CFA), o Abissínio é há pelo menos seis anos consecutivos a 5 a raça em número anual de nascimentos declarados. E na segunda maior entidade, a The International Cat Association (Tica), ocupa desde 1999 a 9 a posição. Em solo verde-amarelo, já não é novidade, as organizações da gatofilia não disponibilizam seus registros de maneira sistemática, o que inviabiliza análises precisas sobre a evolução das raças no País. De concreto, o que se sabe é que há seis anos havia um único gatil de Abissínios em atividade. Hoje, há pelo menos cinco: o Sathya, em São Paulo; o Abcoon e o Bright Moon, no Rio de Janeiro; o Bungalow, em Belo Horizonte, e o Svasti Aby, no Maranhão.

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American Bobtail


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American Curl



Raça recente, o American Curl tem exclusivas orelhas arredondadas como marca registrada.

As orelhinhas abertas e curvadas para trás em suave arco são o charme do American Curl. Um atrativo tão marcante que entra na denominação da raça, já que Curl significa "encaracolado" em inglês.

Sua recente história começou em 1981, quando uma gata preta de rua com as orelhas diferentes apareceu no jardim de Grace e Joe Ruga, em Lakewood, na Califórnia - EUA. Encantado, o casal adotou-a e deu-lhe o nome de Shulamith.

No mesmo ano, ela teve quatro filhotes de pêlo curto - dois com as orelhas curvas. Grace presenteou um deles, que tinha as orelhas arredondadas, à sua irmã. Este gato foi visto por uma conhecida, Nancy Kiester, criadora de cães que havia lido sobre a formação do Scottish Fold - uma raça de gatos desenvolvida a partir de uma mutação de orelhas dobradas.

Nancy logo percebeu o potencial daquela novidade. Aproximou-se dos Ruga e começou a agir no sentido de desenvolver uma nova raça e perpetuar as orelhas curvas. Contatou entidades, levou os primeiros Curls a exposições especializadas e despertou o interesse de juizes e criadores. Entusiasmados, os Ruga e Nancy deram um novo rumo às suas vidas. Passaram a criar gatos. Mais precisamente, tornaram-se os criadores pioneiros da raça.

MULTIPLICAÇÃO

Quando Shulamith cruzou pela primeira vez, o fez com um gato de rua. A metade dos filhotes nasceu com orelhas curvas - um sinal da facilidade em passá-las aos descendentes. Hoje sabe-se que, em média, as orelhas curvas são transmitidas à metade dos filhotes quando apenas um dos pais as possui e a 75% deles, se ambos as tiverem. O formato das orelhas é determinado por um par de gens. Para ter absoluta certeza que os filhotes nascerão com orelhas curvas é preciso que tanto o pai como a mãe sejam portadores de dois gens de orelhas curvas. Mesmo que um dos gens seja de orelhas retas, prevalecerão as orelhas curvas, porque são dominantes. Deborah Karasik, do Earendil Curls, de Nova York - EUA revela que um American Curl, que tem o par de gens desejado, só pode ser identificado se gerar exclusivamente orelhas curvas em três diferentes acasalamentos.

Considera-se que uma raça realmente já está formada quando é constituída por diferentes linhas-de-sangue, sem parentesco próximo entre elas. O desafio, no caso do American Curl, era obter essas linhas-de-sangue a partir de uma única gata: Shulamith.

Não se podiam acasalar exemplares com parentesco próximo devido à ameaça da consangüinidade em seu maior grau. Males como dedos a mais ou a menos, infertilidade e redução do instinto sexual, entre outros, estariam rondando as ninhadas.

Também ficavam fora de cogitação filhotes obtidos através de cruzamentos com gatos de outras raças. Ninguém queria um Curl que parecesse um Siamês, um Abissínio, um Persa ou outra raça, por mais bonita que fosse. Portanto, para os primeiros acasalamentos os parceiros obrigatórios eram os gatos sem raça definida: os domésticos, "autênticos" gatos de rua norte-americanos. Claro que os felizardos deviam ser selecionados a dedo, para transmitir as características previstas no padrão.

Sob a inspiração das formas de Shulamith, os Ruga e Jim Grimm, juiz da Cat Fanciers' Association (CFA), elaboraram um padrão oficial em 1983, o qual deu aos criadores uma diretriz em comum para seguir. Definiram como desejável ao American Curl uma estrutura física de porte médio - nem esbelta nem encorpada demais - , cabeça de formato arredondado, com o focinho semilongo e com leve stop (ponto de encontro do nariz com a testa), olhos grandes e expressivos e as orelhas curvando-se suavemente em direção ao centro da parte traseira da cabeça. A pelagem seria sedosa de comprimento médio ou curta de textura macia, como é normal nos gatos domésticos, com pouco subpêlo. Todas as cores seriam aceitas.

Para obter a diversidade genética adequada à formação da raça, seriam necessários muitos anos. Tanto que o padrão oficial prevê a possibilidade de registrar como Curl os filhotes de um casal no qual um dos pais não seja Curl. Costuma-se cruzar a raça a partir de 1 ano de idade. O desenvolvimento físico e comportamental é alcançado entre os dois e três anos de idade.

Em apenas quatro anos, a The International Cat Association (TICA) reconhecia oficialmente o American Curl para efeito de registro dos exemplares. Seus juízes examinaram três gerações e concluíram que as características eram homogêneas, aprovando a raça.

Um ano mais tarde, em 1986, foi a vez da CFA dar o mesmo tipo de reconhecimento. O exame se estendeu a 5 gerações e foram avaliadas as diferentes linhas-de-sangue existentes até o momento, além de estudos genéticos sobre a raça.

Posteriormente, ambas as entidades passaram a aceitar o American Curl também nas exposições. A Tica em 1990 e a CFA em 1993. Agora, em 1996, o American Curl ganhou o reconhecimento de uma terceira entidade: o American Cat Fanciers' Association, ainda em representação no Brasil.

Os filhotes da mistura de American Curl com gatos sem raça definida têm registro previsto pela CFA até o final do ano 2009. A TICA, diferentemente, apenas os aceita se o casal for aprovado antecipadamente por três juízes de todas as raças. Mas as criadoras norte-americanas Linda Tipich (Earresistible Cats, de Sylmar, Califórnia) e Deborah acreditam que a permissão tornou-se desnecessária e deve ser abolida. Filiadas a ambas as associações, afirmam que o Curl é cruzado com outros Curls sem problemas. Avalia-se que existam atualmente pouco mais de 70 linhas-de-sangue diferentes.

Acasalamentos consangüíneos são ainda usados, mas em casos especiais, como se faz com todas as criações. Deborah cita que utiliza o linebreeding (cruzamento entre parentes distantes de duas a três gerações) exclusivamente para fixar características como, por exemplo, textura da pelagem, melhor formato das orelhas e estrutura corporal.

Parte dos filhotes ainda nasce sem as desejadas orelhas arredondadas devido à raça estar em formação. São registrados como American Curl de orelhas retas. Tornaram-se uma opção bem melhor para cruzamento com Curls de orelhas curvas que os gatos domésticos. É que já possuem os gens da nova raça. Por exemplo, se o criador tem um Curl de orelhas retas, mas com pelagem maravilhosa, excelente estrutura corpórea e ótimo temperamento, pode cruzá-lo com outro de orelhas curvas sem as mesmas virtudes.

Estima-se que antes de 2020 não seja possível obter o nascimento exclusivo de filhotes de orelhas curvas. Isto porque até 2010 serão aceitos acasalamentos fora da raça. A partir daí, porém, com o aprimoramento genético a tendência é o desaparecimento dos orelhas retas. O desejo de diminuir a atual diferença entre os exemplares de American Curl leva os criadores a concentrarem seus cruzamentos exclusivamente entre Curls.

As orelhas do Curl nascem retas como as dos demais gatos. Entre os quatro e 15 dias tornam-se rígidas na base. Lentamente dobram para trás. Até os quatro meses ganham a curvatura definitiva, idade ideal para adquirir um filhote com boas orelhas. ABRIR PORTAS

O temperamento do Curl, observado até agora, é o mesmo da maioria dos gatos de estrutura física semelhante à dele. O filhote tem espírito brincalhão que mantém até atingir a maturidade comportamental, por volta dos 2 a 3 anos. O adulto costuma ser calmo, paciente, esperto, curioso, atento às redondezas, de atividade moderada e afetivo.

Geralmente, a raça demonstra elevado companheirismo. "Gostam de roçar o corpo no queixo da gente, de subir nos ombros e de ficar perto dos donos", relata Deborah que tem dez Curls e seis anos de convívio. "Não me largam um minuto. Ficam me seguindo pela casa de um cômodo a outro".

A esperteza é típica deste gato. Deborah conta, por exemplo, que seus Curls aprenderam a abrir portas. O Curl pode conviver com outros gatos sem problemas. A raça é ainda rara mundialmente. Por enquanto não há notícias de exemplares no Brasil. Uma oportunidade, portanto, para quem quiser se lançar na aventura histórica de desenvolver o charmoso American Curl.

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American Shorthair



Esta raça é descendente dos gatos domésticos que chegaram à América com os primeiros colonos. Desenvolveu-se no ambiente local, adaptando-se ao clima e paisagens do continente Americano que ajudou a manter sob controle a população de ratos, existente nas casas, celeiros e armazéns. No início do século XX, iniciou-se a criação seletiva para preservar as suas melhores características.

Inicialmente usado como caçador, este gato conquistou espaço também como companheiro devido a suas inúmeras qualidades.

Descendente de gatos domésticos que chegaram à América com os primeiros imigrantes, esta raça se desenvolveu ajudando os lares, celeiros e armazens americanos a manter sob controle os ratos, devido à sua habilidade em caçá-los. Era chamado de Domestic Shorthair, que significa "Doméstico de Pêlo Curto" e a partir de 1966 foi adotado o nome de American Shorthair, em referência ao reduzido tamanho de sua pelagem. Além de curta ela é espessa, o que lhe dá resistência ao frio. Chama a atenção por apresentar-se em inúmeras cores, sendo que somente a CFA - Cat Fancier's Association, a primeira a reconhecer a raça em 1985, descreve 61 delas em seu padrão oficial. No Brasil, a Tica - The International Cat Association e a WCF - Word Cat Federation o reconhecem também, enquanto que a Fife - Federação Internacional Felina Européia não.

De porte forte e atlético, é extremamente ágil e ativo, com um corpo de médio para grande, chegando a pesar até cerca de 6 kg, ligeiramente mais longo que alto. Sua conformação deve indicar poder e resistência.

AÇÃO

O seu passado de trabalho reflete-se no temperamento atual, disposto à atividade, ávido por um ambiente com espaço e estimulante ao exercício, onde possa correr e brincar para não tornar-se preguiçoso e entediado. Goza da reputação de ser excelente saltador. Apreciador da vida ao ar livre, de natureza rústica, saudável e resistente, adapta-se a ficar dentro de casa ao lados dos donos. Afetuoso, bom caráter, esperto e curioso, se afeiçoa a toda a família e amigos sempre que receber respeito e atenção. É um gato extremamente quieto e curiosamente seu ronronar é alto. Muito amoroso e inteligente, trata-se de um excelente companheiro.

AMIGOS

Paciente e gentil, é fácil de disciplinar e treinar, podendo aprender a conviver com outros animais, inclusive com pássaros, normalmente também aceitando bem as brincadeiras brutas de crianças. Sylvia Roriz, do Syarte Cat's House, Rio de Janeiro-RJ conta que seus Americans Shorthair se dão tão bem com uma cadela mestiça que vive com eles e que tiram até comida de dentro de sua boca. Mais impressionante é a convivência dos gatos da criadora com uma pomba Rolinha adotada pela família. "Bolinha, a Rolinha, foi encontrada no chão e levada diariamente dentro de minha bolsa ao trabalho para que eu pudesse alimentá-la. Quando chegava em casa, a colocava na barriga do Riquinho, um de meus American Shorthairs, para que ela ficasse aquecida. Silver, o filho de Riquinho, brincava com ela passando as patas em seu corpo, mas sem expor as unhas, para não machucá-la".

FICHA

Características: deve assemelhar-se a um atleta com corpo forte, musculoso. A cabeça é ovalada. Pescoço forte, com espessura constante e ligeira curvatura; orelhas médias arredondadas nas pontas e inseridas afastadas; olhos grandes, largos, alertas, bem separados com ligeira inclinação para cima e, dependendo da coloração da pelagem, nas cores cobre, ouro, verde, azul, avelã e um olho com cor diferente do outro; focinho quadrado; pernas musculosas e patas firmes, cheias, redondas com almofadas pesadas e 4 dedos na frente e 5 atrás. Os ombros, peito e patas traseiras bem desenvolvidos. A cauda de tamanho médio, espessa na raiz, afilando abruptamente, deve ter o comprimento igual à distância dos ombros à base da mesma. Evite os exemplares com excessiva robustez ou alongamento, com cauda muito curta, pelagem longa e macia e olhos protuberantes, características indesejáveis segundo o padrão da raça. Pelagem: curta e densa para proteger do frio e a pele de machucados superficiais e nunca fina, longa ou suave. Cores: 61 reconhecidas pela CFA entre branco, preto, azul, vermelho, Silvers, Chinchillas, Cameos, Shadedes, Smokes, Tortoiseshells, Creams, Tabbies e bicolores, exceto os exemplares nas cores chocolate, sable, lavanda, lilás, cores de Siamês e com marcação tabby do Abissínio. O padrão da The Internacional Cat Association - TICA reconhece todas as cores. Peso aproximado: fêmeas 4,5kg - machos 6,3kg. Reprodução: amadurecem sexualmente rápido. Ninhada média de 4 filhotes, cujas cores são identificáveis ao nascer, exceto os smokes. Cuidados: escovação semanal com escova de borracha e diariamente na época da troca de pêlos. Controle a alimentação para evitar obesidade por causa de seu natural apetite.

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Brazilian Shothair



Também chamada de Brazilian Shorthair, essa é a única raça genuinamente brasileira reconhecida pela WCF - World Cat Federation. Fisicamente, além do característico pêlo curto e sedoso, esse gato de porte médio tem os olhos arredondados, orelhas grandes e rabo de tamanho médio a longo. O aspecto é o de um gato elegante. Com temperamento que mescla o dócil e o ativo, o Brazilian Shothair é considerado um companheiro e tanto! Essa raça é muito amiga e vive em busca de carinho. Brincalhão, ágil, inteligente e bem-comportado, o gato Pêlo Curto Brasileiro tem encantado e conquistado mais admiradores a cada dia.

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Balinese



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Bengal



Raça recente, diretamente descendente dos felinos selvagens, resultou do cruzamento entre um leopardo-asiático e um tabby. O objetivo foi o de produzir um gato com a beleza dos felinos selvagens, mas com o temperamento dócil de um gato doméstico. Muito brincalhão e de reflexos rápidos, mantém algumas características do seu ancestral selvagem; afetuoso e confiante.

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Birman



Birmanês ou Sagrado da Birmânia, foi reconhecido como raça no início do século 20. Muito sensível e apegado ao dono, sofre de melancolia e depressão se o dono se ausentar por muito tempo. Já com relação a estranhos é reservado e não permite que o toque, chegando a rosnar e morder caso haja insistência. Seu tamanho deve ser médio; corpo ligeiramente longo; pés redondos; estrutura forte, bochechas redondas; testa pouco arredondada; nariz médio sem stop; orelhas pequenas mas não tanto quanto as do Persa, inseridas bem separadas; olhos azuis, ligeiramente ovais. Pelagem com textura sedosa e semi-longa e com pouco subpêlo. As pontas (face, orelhas, cauda, pernas e genitais) de coloração mais escura em contraste com a cor creme ou bege do corpo. O branco (simétrico) das 4 patas brancas deve ir até a articulação com as pernas. As marcações nas extremidades só aparecem com 4 a 5 meses de idade. São reconhecidas 17 cores subdivididas em 4 grupos - Point (Red, Seal, Blue, Chocolate, Lilac e Cream), Tortie Point (Seal), Tabby Point (Cream, Seal, Blue, Chocolate, Lilac e Red) e Tortie Tabby Point (Seal, Blue, Chocolate e Lilac). Essas cores devem ser lisas e contrastar bem com o corpo. São indesejáveis manchas brancas na barriga e nos genitais, partes escuras das patas e peito e luvas subindo muito por trás das patas.

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British Shorthair



Acredita-se que os primeiros exemplares tenham desembarcado em solo Britânico há mais de 2 mil anos, "transportados" pelas tropas do exército Romano. O British foi resultado dos programas de criação postos em prática no século XIX, tendo feito a sua primeira apresentação numa exposição em 1871. Durante o periodo da II Guerra Mundial houve uma escassez de reprodutores, o que combinado com o cruzamento com outras raças provocou a detioração da pureza da raça. Em 1950 um trabalho de criação seletiva permitiu o ressurgimento do British"original". Com o seu pêlo extremamente felpudo, corpo robusto, e a sua cor magnífica, é sem dúvida um dos gatos mais populares da atualidade.

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Colorpoint Shorthair



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Cornish Rex



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Devon Rex



Raça originária de Devonshire, Inglaterra, foi gerada a partir de uma mutação espontânea dos gatos comuns de fazenda. Baixo, de orelhas grandes e bem separadas, como as de um morcego. Com nariz arrebitado. Olhos grandes e travessos que sugerem uma mente ágil. Um corpo não muito muscular, coberto por um pelo curto de espirais e crespas, apresentam pelagem que varia de ondas cheias, num enrolado desigual, até graus de densidade de pêlo e ondulação menores. O pêlo dos filhotes muda com aproximadamente 8 semanas. Essas mudam também podem ocorrer com 6 e 10 meses de idade, sendo estas menores e mais rápidas. Apesar disso, soltam muito pouco pêlo, sendo uma raça indicada para pessoas com alergias. Os Devons adoram brincar e gostam do contato humano, sendo dedicados e amorosos. Alguns costumam sentar no ombro do dono.

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Egyptian Mau



Mau em Egípcio quer dizer "gato". Egyptian Mau é uma raça fascinante, não só pela sua aparência e temperamento, mas também por sua história, documentada desde o antigo Egito. Alguns estudiosos acreditam que a raça descende de uma espécie de gato selvagem africano, domesticado pelos egípicios. O seu papel na religião, mitologia e na vida do Egito, demonstra o quanto são queridos, pois eram adorados como sagrados, tidos como animais de estimação, protegidos pela lei e mumificados pelos seus donos quando morriam. A raça chegou à América do Norte em 1956, através de uma princesa russa exilada. É a única raça de gato doméstico que possui manchas naturais e seu pêlo pode ter 5 cores: prata, bronze, esfumaçado, preto e azul.

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Exotic Shorthair



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German Rex



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Himalayan



Ser o único Persa com uma pitada de Siamês dá ao Himalaio alguns destaques. Conheça-os

O Himalaio é um Persa especial. Não só por reunir os detalhes mais sedutores da raça à sofisticação do colorido em dégradé do Siamês, mas também por ser o única variedade não percebida como tal por muita gente - apesar de ter a cara e o corpo do Persa e de se reproduzir sem perder essa tipicidade. A questão é que a pitada de sangue Siamês que carrega acabou por causar rebuliço na criação, com reflexos presentes até hoje.

"Muita gente associa a denominação Himalaio a um gato fofo e bonito, mas desconhece que se trata de uma variedade de cor do Persa como as outras", comenta a criadora de Persas Alecssandra Navarro Polillo, do Gatil Naianson, de Guarulhos, São Paulo. Ela e mais 11 criadores de Persa, entre os 15 de gatis brasileiros ouvidos nesta reportagem, são unânimes em afirmar que perdem procura se não esclarecerem na divulgação de seus Persas que têm Himalaios a oferecer (veja Gatis e estratégias de comunicação).

É só conferir nos classificados da Cães & Cia. Setenta por cento dos 30 anúncios veiculados nas edições 272 a 274 por criadores de Persa que trabalham também com a variedade ponteada destacam ter Himalaios, mas dificilmente citam as demais cores disponíveis. Reflexo desse fenômeno, a seção Cotações da Cães & Cia sempre informou os valores do Persa e do Himalaio em separado.

Desafio de comunicação semelhante ao dos criadores brasileiros é vivido na maior gatofilia do planeta, a dos Estados Unidos. "Muitos norte-americanos desconhecem que o Himalaio é um Persa e, por isso, precisamos dar destaque a ambos quando divulgamos a criação", comenta Karen Swan, do gatil Ahmischi, de Nova York, especializado em Persas.

A confusão começou nos Estados Unidos, em 1957, quando um Persa com coloração de Siamês, ou seja, com a marcação ponteada responsável pelo requintado clareamento da cor a partir das extremidades e pelos lindos olhos azuis, foi apresentado para registro à Cat Fanciers' Association (CFA) pela criadora norte-americana Margherita.

Em 1979, antecipando-se a um movimento nos Estados Unidos de crescente revisão da separação racial, a The International Cat Association (Tica), atual segunda maior entidade gatófila norte-americana, foi fundada e chegou com uma novidade: a classificação do Himalaio como Persa e, ao mesmo tempo, como raça diferente. Não foi magia. Na verdade, a Tica agrupou de maneira engenhosa a raça Himalaia com outras duas - Persa e Exótico (Persa de pêlos curtos) - no então recém-criado, por ela mesma, grupo Persa. As três raças tinham padrões diferentes, mas o acasalamento entre elas era livre. "Com essa saída diplomática reconhecemos, na prática, o gato Himalaio como Persa", comenta a diretora genética da Tica, Solveig Pflueger. "Em maio de 2001 demos mais um passo e unificamos os três padrões."

Cinco anos depois da novidade da Tica, a CFA reviu a sua posição e reclassificou o Himalaio como variedade de Persa. Ou seja, tornou Himalaio sinônimo de Persa ponteado. "Mudamos porque, na prática, Persas e Himalaios vinham sendo acasalados rotineiramente entre si e dividi-los em raças diferentes deixou de fazer sentido", explica Michael Brim, da CFA. Apesar de a mudança ter ocorrido há quase 20 anos, e de a CFA e a Tica registrarem mais de 80% da criação dos Estados Unidos, a influência dos 27 anos anteriores em que a CFA reconheceu o Himalaio como raça à parte continuou firme a ponto de os reflexos estarem ainda fortes nos Estados Unidos e no Brasil.

Na Europa, por outro lado, a denominação Persa ponteado sempre prevaleceu. Aliás, o primeiro esforço bem-sucedido de criação do Persa ponteado no mundo teve início na Grã-Bretanha, com o reconhecimento da cor ponteada pelo Governing Council of the Cat Fancy (GCCF), em 1955, a pedido do criador Brian Stirling-Webb.

Há ainda quem insista em não reconhecer o Himalaio como Persa. É o caso de quatro associações gatófilas que juntas registram menos de 20% da Há ainda quem insista em não reconhecer o Himalaio como Persa. É o caso de quatro associações gatófilas que juntas registram menos de 20% da criação norte-americana. Para elas, Himalaio e Persa são gatos diferentes, mas permitem que o criador do Himalaio o cruze com o Persa. Nessas entidades, os filhotes de Himalaio com Persa sem aparência de Himalaio recebem tratamentos diferenciados. A United Feline Organization (UFO) os registra como Himalayan Reflections (Reflexos de Himalaia). Já a American Association of Cat Enthusiasts (AACE), a American Cat Fanciers Association (ACFA) e a Cat Fanciers' Federation (CFF) os considera Himalaios. "Para nós vale a carga genética, não a aparência", comenta Donald Finger, presidente do comitê da raça da ACFA.

Mas há sinais de que o quadro poderá mudar. "Nas duas últimas votações, a proposta de tornar praticamente iguais os padrões do Persa e do Himalaio, que atualmente têm pequenas diferenças de texto, quase foi aprovada", acrescenta Donald. "Mudanças como essas precisam de 60% dos votos dos criadores em nossa associação e os resultados foram de 50% e 58%, em 1997 e 2000." É a disputa do argumento de que o Himalaio não é Persa por resultar do cruzamento com o Siamês contra o de que cruzar uma raça com outra só para obter uma nova cor é praxe na gatofilia e não implica no aparecimento de uma terceira raça.

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Highland Fold



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Japonese Bobtail



Os primeiros gatos domésticos que chegaram ao Japão vieram da China e provavelmente da Korea há no mínimo 1.000 anos atrás. Somente em 1968 o Bobtail chegou aos EUA importados do Japão. Todos os exemplares da raça, no mundo, descendem de ancestrais nascidos no próprio Japão. Eles podem apresentar pêlo curto ou longo. São fortes e saudáveis, os recém-nascidos são maiores do que os de outras raças e costumam se desenvolver mais rapidamente também. Seus filhotes são resistentes à doenças e com baixa taxa de mortalidade. Sua cauda pequena é característica da raça, sendo única e individual, como uma impressão digital. Não existem duas caudas iguais. A cauda não deve ter mais do que 3 polegadas e se harmonizar com o resto do corpo.

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Maine Coon



A origem é americana (EUA) conhecida como a maior raça de felinos domésticos que existe, e está no Guiness Book, o livro dos recordes mundiais como o gato doméstico mais comprido do mundo. Com pêlo semi-longo e bastante pesado, impressiona por seu tamannho e personalidade afetiva.

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Munchkin



A origem é Estados Unidos, primeiro país a reconhecer e desenvolver esta raça, mas há rumores de que o gene que resulta em gatos de patas curtas tenha se desenvolvido na Europa, segundo registros de gatos com as mesmas características na Rússia, Alemanha e Grã-Bretanha, anteriores à Segunda Guerra Mundial. O termo Munchkin, em inglês, significa pessoa muito pequena ou criança. Sua principal característica é ser o único gato no mundo que possui pernas com 1/3 do tamanho normal e costas longas. Mas não é só a sua a aparência que encanta, seu temperamento e suas “manias” também agradam a qualquer um, e até parece um gato que nunca fica adulto, pois se comporta como um eterno filhote, sempre brincalhão e carinhoso.

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Norwegian forest cat



A origem é norueguesa e certamente a raça mais antiga da europa de que se tem conhecimento, através de relatos que datam da época dos Vikings. Diz a lenda que estes gatos acompanharam os Vikings em seus navios, caçando roedores e protegendo os grãos, transportados suas embarcações. A raça possui mais de 60 cores diferenciadas e possui pelagem grossa, longa e densa. Embora seja considerada longa, é de fácil manutenção e não solta tantos pêlos se comparado a outras raças de pêlos longos.

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Persian



Uma das raças, senão a raça mais popular do mundo, o Persa é o nome vulgarmente dado à maior parte dos gatos de aspecto exótico de pêlo comprido. Nos Estados Unidos estes gatos são classificados oficialmente de Persas, sendo as suas cores consideradas variantes. Na Inglaterra dão pelo nome de Longhairs e considera-se que cada cor corresponde a uma raça diferente (como por exemplo o Chinchila). É provável que os gatos de pêlo comprido se tenham originalmente desenvolvido em países de clima frio como a Rússia, onde os rigores do tempo obrigaram ao desenvolvimento de uma pelagem longa. Pensa-se que os primeiros exemplares a chegar à Europa tenham vindo da Turquia no século XVI, e também da Pérsia, tendo resultado do cruzamento das duas raças o Persa atual.

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Ragdoll



Os Ragdolls são fiéis a ponto de irem receber os seus donos à porta de casa, acompanhá-los pela casa durante o tempo que for necessário e até dormir com eles. É um animal muito amoroso, que mostra-se muito cuidadoso até ao arranhar as pessoas. Apesar de tanta energia, são considerados gatos de chão, isto é, não costumam sair a saltar a todo o momento, sendo que depois de adultos são animais muito calmos, muito próprios para apartamentos, por exemplo.

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Russian Blue



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Scottish Fold



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Siamese



Os Siameses foram introduzidos na Inglaterra em finais do século XIX, surgindo logo de seguida nos Estados Unidos. Não foi só o temperamento incomum que o tornou tão popular. Os Ingleses, responsáveis pelo apuramento da raça, ficaram encantados com o contraste belíssimo das suas cores, e com o corpo marfim e as extremidades em castanho escuro quase preto. A variante original dava pelo nome de Seal Point, sendo um pouco diferente do Siamês atual, com a cabeça, olhos e corpo arredondados.

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Siberian



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Snowshoe



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Somali



O Somali oferece uma coloração exclusiva entre os gatos peludos e um temperamento especialmente sociável e alegre. Conheça-o

O colorido harmonioso desse felino, coberto parcialmente por uma manta mais escura, lhe dá uma aparência sofisticada e que remete a diversos animais da selva - pode lembrar uma raposa, um leãozinho ou um gato selvagem, dependendo da coloração e de detalhes como a expressão, os tufos nas orelhas, o volume do babador e a abundância de pêlos na cauda.

Assim é o Somali, única raça peluda de gato com coloração ticked ("marcada", em inglês), também conhecida como agouti ("cutia", em francês), que ocorre quando cada fio de pêlo tem duas ou mais pequenas faixas com tonalidade mais escura, responsáveis pelo efeito da manta escura. Entre os gatos de todo o mundo, apenas outras duas raças têm obrigatoriamente essa marcação: o Abissínio (do qual o Somali difere apenas por ter a pelagem mais comprida) e o Singapura, ambas de pêlo curto.

Até 30 anos atrás, o Somali era apenas um Abissínio que não deu certo, já que nascia do acasalamento entre Abissínios, gatos de pêlo curto, mas tinha a pelagem longa demais. A aceitação oficial, que veio a dar status de raça pura a esses exemplares até então rejeitados, resultou de um trabalho desenvolvido nos Estados Unidos pela criadora de Abissínios Evelyn Mague. Em 1972, ela conseguiu obter o primeiro reconhecimento para o Somali na National Cat Fanciers' Association (NCFA). Sete anos depois, em 1979, a raça era aceita pela maior entidade norte-americana de criação de gatos, a Cat Fanciers' Association (CFA). No mesmo ano foi fundada a The International Cat Association (TICA), e o Somali estava entre os gatos reconhecidos desde o início. Em 1981, foi a vez de o Reino Unido dar o reconhecimento a essa raça por meio da sua única entidade de registros de gatos, o Governing Council of the Cat Fancy (GCCF). Um ano depois, as portas se abriram para o Somali no restante da Europa, com o reconhecimento dado pela Federação Internacional Felina (FIFe).

A criação do Somali é bastante expressiva. Em 2001, a raça foi a 22º mais registrada entre as 69 listadas nos rankings das duas maiores entidades de criação dos Estados Unidos, a CFA e a TICA. Essa posição foi obtida com 410 filhotes registrados nas duas organizações. No mesmo ano, o Somali foi o 17º no britânico GCCF, com 244 filhotes registrados. A européia FIFe não divulga dados de registros.

Além do sofisticado visual da raça, há o entusiasmo pela sua interatividade, sociabilidade e companheirismo. É o que relatam quatro grandes conhecedoras do Somali - elas já conviveram com 64 exemplares, no total, nos Estados Unidos e na Inglaterra. Foram convidadas por Cães & Cia a revelar como é o convívio com a raça, por não haver, no momento, criação oficial de Somali no Brasil. Aproveite para conhecer melhor esse gato e, quem sabe, animar-se a contribuir para a implantação dele em nosso país.

INTERAÇÃO GERAL

Helen Andrews é diretora do The Abyssinian and Somali Cat Alliance, filiada à FIFe, na Inglaterra, e criadora de Somalis há seis anos. Já conviveu com 10 exemplares

"Descobri como o Somali é maravilhoso em 1997, ao pesquisar uma raça para criar. Quando fui a um criador, os Somalis me cercaram com suas orelhas grandes e tufadas, as marcações listradas na face, o babador cheio e a cauda peluda. Pareciam pequenas raposas e com seus miadinhos tagarelavam comigo. Se eu os ignorava, vinham me cutucar com as patas e a cabeça. Nem é preciso dizer; algum tempo depois eu era a dona orgulhosa de uma linda Somali. Em 1999, importei o Somali Niklas, norueguês. O temperamento dele é fantástico. Nas exposições ele adora cada minuto - gosta de se mostrar, parece sorrir, pula na mesa, brinca e cutuca o juiz.

Brincar é com o Somali. Ele tende a ter explosões de energia - corre pela casa, pula e joga brinquedos para "caçá-los" depois. Sociável, toca a nossa cabeça para ganhar atenção e pula em nosso colo, olhando-nos com adoração. Extremamente curioso, adora ficar onde você estiver.
Muitos Somalis são fascinados por água. Os meus brincam por horas na pia da cozinha ou na banheira. Quem manda mesmo em casa são as fêmeas, que assistem à TV comigo e me divertem o dia todo com seu jeito curioso e inteligente. O Somali pode ficar por horas brincando de buscar objetos que atiro.

Esse gato não requer escovação diária, mas deitará feliz de costas quando você o escovar, ronronando alto e rolando para que lado nenhum seja esquecido. A raça é tão gentil e paciente que parece ter esquecido para que servem as garras. Interage com toda a família e devolve centuplicada cada grama de amor que recebe.

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Sphynx



Ele é um dos mais excêntricos representantes felinos. Conheça-o

O corpo com rugas e pelado - com uma penugem quase invisível - torna o Sphynx um dos gatos mais exóticos do mundo. Ele lembra uma criatura saída das obras de ficção científica. Foi até apelidado nos Estados Unidos de E.T., o famoso alienígena criado por Steven Spielberg. A banda de rock americana Aerosmith se aproveitou dessa imagem excêntrica. Reproduziu camisetas do grupo com uma foto do Sphynx, que está também num disco, o Nove Vidas.

O visual dele fica longe do gosto da maioria das pessoas, que prefere gatos peludos e fofos. A The International Cat Association (Tica) - a maior entidade que reconhece a raça - registrou, no ano passado, apenas 326 exemplares nos nove países onde atua, nenhum deles no Brasil, segundo levantamento feito a pedido de Cães & Cia." É comum as pessoas se surpreenderem ao ver o Sphynx", opina a criadora Laura Van Wuyckhuyse, de Nova York, EUA, país onde a raça é mais criada. "Pensam até que tem algum problema devido à falta de pêlos", diz Cindy Montgomery, que cria a raça no Texas. Mas de tão incomum, o Sphynx chama a atenção. "A primeira vez que o vi, não tirei os olhos dele", diz Cindy. "Fiquei curiosa e encantada com esse gato tão diferente e passei a ler sobre ele." Meses após, ela comprou o primeiro exemplar. "Com tal aparência, não há meio-termo", diz. "Ou as pessoas o adoram ou o detestam."

BREVE RETRATO

A aparência exótica pela ausência de pêlos e o corpo bem característico são os aspectos físicos mais valorizados do Sphynx. Quanto menos pêlos, melhor. Os Sphynx de boa criação, em sua maioria, parecem desprovidos de pêlos. Os demais têm apenas alguns pêlos, principalmente nas extremidades - como orelhas, cauda, focinho e bolsa escrotal. Outro diferencial são as rugas. Na verdade, todo gato tem dobrinhas de pele no corpo. Só que não aparecem, pois estão encobertas pela pelagem. "No Sphynx além de visíveis, elas existem em maior quantidade e são cultivadas pelos criadores, tanto que o padrão pede o máximo possível, principalmente na cabeça", comenta Sherry Jordan, secretária da International Sphynx Breeders and Fanciers Association (ISBFA), no Arizona, EUA - o clube mais antigo da raça. À ausência de pêlos e exposição das rugas acrescenta-se outro diferencial que, embora ocorra em todos os gatos, só é apreciado no Sphynx: "As cores parecem tatuadas, já que estão na pele e não nos pêlos", descreve o consultor de gatos de Cães & Cia, José Clóvis do Prado Jr. "Por isso, são menos intensas que a dos pêlos e algumas ganham tons rosados, como a branca e a creme." Outra particularidade é a oleosidade. Nas outras raças, o óleo passa da pele para os pêlos. Como o Sphynx quase não tem pêlos, a oleosidade fica na pele. "Se a oleosidade não for retirada com banhos periódicos o Sphynx pode deixar manchas de óleo onde deita", comenta o criador Walt Richards, do Texas, EUA. Como os ouvidos não têm pêlos por dentro, ficam oleosos e devem ser limpos toda semana.

PREOCUPAÇÃO

Gatos sem pêlo são mutações espontâneas. Consta na bibliografia que já apareceram em países da Europa e América do Norte. Na América Central, há provas da existência deles na época dos astecas. Mas apenas neste século, a partir da década de 60, iniciou-se a fixação da ausência de pêlos em gatos. No final dessa década, criadores americanos conseguiram o reconhecimento provisório do Sphynx como raça pela maior entidade felina dos EUA, a Cat Fanciers Association (CFA). Mas dois anos após, no início da década de 70, foi abolido quando ficou evidente que havia exemplares sujeitos a problemas de saúde. Ao constatar que alguns exemplares apresentavam convulsões fatais, os criadores solicitaram o adiamento do reconhecimento definitivo da raça até que estudassem o assunto, por meio de duas cartas remetidas ao chefe do conselho da CFA, cujas cópias foram enviadas à Cães & Cia pela própria entidade. Na primeira delas, de dezembro de 1970, assinada pelo criador Houston Smith, do Gatil Boral, no Tennessee, percebe-se claramente a preocupação: "Estamos trabalhando com a raça há apenas cinco anos e temos muito a esclarecer, como por exemplo, qual é o causador da doença: o gene da falta de pêlo, o excesso de cruzamento entre parentes ou uma questão hormonal". Além disso, enfatizava: "Como podemos fazer um padrão se há tão poucos exemplares e se nem sabemos ainda qual o melhor tipo físico para ele? Precisamos de mais tempo." Smith comentava que as pessoas que compraram Sphynxes estavam sendo avisadas dos problemas de convulsão e que as mesmas forneciam informações valiosas para a análise da doença. Acrescentava também que o mal não era letal como se pensava, pois tinham descoberto um tratamento que estava sendo passado aos donos dos gatos. Já a segunda carta, de março de 1971, notificava que uma série de testes realizados em laboratório com um gato doente, apontara não haver relação entre a falta de pêlo e a doença. Um trabalho para afastá-la da criação também começava. "Estamos pedindo a todos que não usem esses gatos nos cruzamentos para a doença não ser disseminada", comunicava Smith. Diante desse panorama, a CFA não homologou o reconhecimento. Ainda que a história documental pare por aí, a criadora norte-americana e secretária da ISBFA, Linda Birks, de Waterloo, Ontário, Canadá, afirma que na época havia também males genéticos do coração e do sistema imunológico. Desde o final da década de 70, o problema foi resolvido segundo alguns criadores e veterinários. Em 1979, a raça foi reconhecida pela Tica, que estava sendo fundada. "Os problemas da raça diminuiram muito nos últimos 20 anos, pois os criadores aprenderam a contorná-los", afirma o veterinário Edward Nichols que tratou, em 20 anos, cerca de 500 gatos da raça. Agora, os criadores pretendem pedir novamente o registro à CFA. "Como o Sphynx continua raro, não há nos EUA o número exigido pela CFA de 25 criadores com exemplares semelhantes, mas falta pouco", prevê Sherry Jordan. "Pediremos o reconhecimento em um ou dois anos."

CASO VIRA-LATA

Os fãs do Sphynx fundaram no ano passado mais uma entidade da raça, a Progressive Sphynx Alliance, em Nova York. O presidente Blake Gipson informa que a entidade está solicitando à Tica a aprovação para cruzar o Sphynx com gatos domésticos de pêlo curto sem raça, de quem o Sphynx descende. Atualmente, a entidade só autoriza acasalar com outra raça desde que seja o American Shorthair ou o Devon Rex. Esse é o único procedimento aceito oficialmente para aumentar as linhas de sangue do Sphynx que ainda são poucas, evitando os acasalamentos consangüíneos, causa de muitas doenças genéticas. No entanto, a geneticista Solveig Pflueger, uma das fundadoras da Tica, que na época analisou a raça antes de ser reconhecida, alerta: "O cruzamento com Devon Rex tem sido responsável por um mal chamado Spasticity - causador de fraqueza muscular e dificuldade de andar e de engolir - e com o American Shorthair, por problemas de coração." Sherry acrescenta: "Cruzamentos de Sphynx com Devon Rex têm causado convulsões e problemas do coração.""O Sphynx vem dos gatos domésticos de pêlo curto sem raça e usá-los para abrir as linhas-de-sangue é o caminho mais natural", explica Linda. Hoje, o inconveniente de seguir essa opção tradicional é a necessidade de esperar cerca de três gerações para poder registrar como Sphynx os descendentes. "Caso a Tica autorize, o registro dos gatos poderá sair já na na primeira geração", comenta Blake.

AMIGO

Sóciável e afetivo, para o Sphynx todos são amigos. "Os meus correm à porta para recepcionar as visitas", diverte-se Cindy. "Se um estranho vier em casa, sobem em seu colo sem cerimônia", acrescenta Sherry. A raça se dá bem também com crianças, com outros gatos e até com os cães. Os quatro filhos de Laura que o digam. Não dispensam as corridas pela casa junto aos Sphynxes. O gato de raça Exótico e os três cães de Cindy, um Bull Terrier, um Pug e um Boston Terrier, brincam e dormem com os seus Sphynxes. "Fazem a maior bagunça, pulam e correm um atrás do outro", diz Cindy. "O Sphynx é bastante ativo; apesar de comer bastante não é de ficar obeso", diz Edward. A raça adora o contato humano e demonstra sua afeição. Quando Cindy está vendo televisão, seus Sphynxes ficam juntos dela, sentados no colo ou sobre os ombros. Os de Sherry a acompanham até na hora dos afazeres domésticos. "Sentam nas cadeiras da cozinha enquanto cozinho ou lavo a louça", diz. Dormir sozinho é uma coisa que Blake não consegue fazer. "Se deixo eles fora do quarto, pulam e se jogam contra a porta até eu abri-la e se enfiam debaixo das cobertas", diz. O Sphynx é considerado super inteligente por quem convive com ele. "Parece mentira, mas quando estou me arrumando para sair, um dos meus gatos pega as chaves do carro de minha bolsa e leva até a porta", conta Sherry. "Daí me espera ao lado do automóvel com o chaveiro na boca." Um macho de Blake pula e aperta o botão da tomada sempre que o pai dele apaga as luzes para ver tevê. "O mais engraçado é que quando esqueço de limpar a caixinha onde fazem as necessidades, fazem xixi e cocô dentro da banheira, perto do ralo, onde tentam colocar as fezes com as patas", revela.

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Tonkinese



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Turkish Angora



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York Chocolate


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